Você sabe o que é homeostasia?

A homeostasia e sua importância

 

O organismo funciona de forma muito harmônica. Na verdade, toda organização de sistemas e pessoas no sentido de um bem comum já mostra a força que a união tem sobre a unidade e como ela pode modificar o todo. No corpo humano não poderia ser diferente. E é essa constatação que nos deixa maravilhados. A observação da vida se desenvolvendo constantemente, se estabelecendo da melhor maneira possível, organizada e mantida pela conexão permanente dos órgãos vitais com as terminações nervosas geradoras e condutoras de informações. Ver esta atividade de cooperação constante entre os órgãos e sistemas é que nos dá certeza de ser este trabalho contínuo que, em última análise, mantém a higidez do todo. O produto desta atividade incessante é o que chamamos de homeostasia.


Homeostasia

 

Apenas por um curto espaço de tempo o organismo se mantém em equilíbrio. São muitas as variáveis que influenciam esse processo e elas estão sendo modificadas continuamente. Homeostase (ou homeostasia), por definição, é o estado de equilíbrio  orgânico(do popular), mas o termo tem um significado mais amplo e se refere à busca constante do equilíbrio dentro de um sistema, qualquer que seja ele, humano, técnico, social, governamental etc. O desequilíbrio é uma constante. É inevitável. Em contrapartida, a busca pelo equilíbrio é mais do que isto. É uma questão de sobrevivência.

  Um americano, Walter Canon, fisiologista, cunhou o termo homeostasia, do grego homeo (o mesmo) e stasis (ficar). O significado ao pé da letra é a “manutenção das constantes do meio interno”. Os órgãos e tecidos do organismo, sem exceção, auxiliam na manutenção desta estabilidade.

Esta busca constante e incessante do corpo humano pelo estado de equilíbrio orgânico pode ser medida pelas reações à agressão, seja ela física, química, ambiental ou tão somente por organismos vivos(vírus, fungos, bactérias, parasitas, etc).A todo instante nossas células trabalham no sentido de reagir a estas novas “agressões” que as o- brigam a mudar rotinas fisiológicas para tentar no menor prazo possível (para minimizar os danos prováveis) retornar ao estado de equilíbrio orgânico. Ou seja, elas tentam voltar à velha rotina de reações químicas, multiplicações celulares harmônicas e previsíveis, retomando o ritmo normal daquele organismo. Todos os dias isso se repete.A cada ação existe uma reação, conforme nos ensina a física. As reações se manifestam através dos sinais e sintomas de uma alteração do “ritmo normal” que pode ser percebido apenas como uma variante (via alternativa) e não ter significação de adoecimento. Como quando dizemos “…ontem eu estava esquisita, não estava bem…mas hoje estou ótima! Me sentindo superbem…sei lá o que aconteceu…” Em outros casos, quando o organismo sozinho não consegue retornar ao estado de equilíbrio, precisamos ajudá-lo!

É então que nós, médicos, nos valemos de orientações, dietas, exercícios, procedimentos, medicamentos, cirurgias, enfim, tudo que for necessário para devolver ao corpo doente o equilíbrio que tornará viável a retomada da vida. Tudo isto com o rearranjo bioquímico, celular, estrutural e em ultima instância funcional, que permita a melhor qualidade de vida possível.

E é com essa variável que se preocupa hoje a medicina voltada para a promoção da saúde. Porque existem muitas formas de se retomar a homeostasia, mas são os diferentes caminhos utilizados nesta tarefa que implicarão na diferença de resultados a médio e longo prazo.

Cada vez mais conhecemos a relação de dependência entre o meio ambiente e a saúde do homem. Pesquisas nos informam que somos formados por 10 trilhões de células e que nosso corpo abriga 100 trilhões de bactérias. E cada uma delas pode significar muito para nossa economia interna e coexiste em harmonia em nosso interior em con- dições normais (homeostasia mantida). Sabemos ainda que “nosso corpo contem 10 vezes mais bactérias do que células humanas” Fonte: matéria “Os verdadeiros donos do mundo” na revista Superinteressante de agosto de 2009.

Com os vírus não é tão diferente, eles também necessitam de nós para sobreviverem. Os que sobrevivem por mais tempo são os menos letais, que permanecem em nós por anos a fio, sem provocar o próprio suicídio, que seria destruir a fonte do alimento que os nutre: nós.

Mas, como tudo que tem vida não vive bem sem uma vida de relação, precisamos (assim como as bactérias, os vírus e todos os outros seres) encontrar um equilíbrio em nossas relações para permitirmos uns aos outros uma convivência pacífica e duradoura.

A seleção natural faz seu trabalho constantemente. Nós temos que aprender a  cuidar do nosso organismo da melhor forma possível para garantirmos essa longevidade com a qualidade esperada.

Ainda usando como referência a matéria “Os verdadeiros donos do mundo”, da revista Superinteressante (agosto 2009): ”Somos passageiros em um planeta controlado por bactérias e vírus. Nossa vida depende da nossa capacidade de enfrentá-los. O problema é que estão mais fortes do que nunca. E por nossa causa”.

A cada “descoberta” humana a respeito da doença, a cada avanço cientifico – tecnológico na área médica se alinha em contrapartida um viés negativo quase sempre subestimado(ou negado) inicialmente. Mas assim como não podemos negar a morte, nada mais real e constante do que perceber que a cada ação sobrevém uma reação, e a cada ponto positivo se contrapõe um negativo.

Cabe a nós analisarmos, sob os vários ângulos, cada possibilidade e escolher o caminho que provavelmente nos leve a um desfecho mais favorável. Negar o óbvio só contribui para aumentar a inadequação das escolhas e alimentar o falso resultado, a curta eficácia da proposta terapêutica, no caso da Medicina.

           

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