Medicina…sob um novo viés, urgente!

A Medicina precisa de novos rumos urgentemente!

Substituir a visão reducionista que pauta a sua organização (desde as sub e super especialidades que não vêem o individuo como um todo até o emprego de drogas cada vez mais pontuais – especificas para cada sintoma, sinal ou doença, esquecendo que nada nem ninguem está isolado no mundo). Somos agregados de células que interagem numa engrenagem complexa, maravilhosa e única.

E temos nos esquecido disso ao tratar o organismo por partes, catalogando doenças como se fossem independentes do todo e esquecendo que o tratamento direcionado unicamente às partes podem comprometer esse todo!

Além disso a epigenética tem mostrado que o determinismo genético foi e ainda é supervalorizado. Podemos mudar a expressão genética de acordo com o meio ambiente (externo e interno). Onde e como vivemos faz toda a diferença em relação ao adoecer ou permanecer saudável (Ler mais a respeito no livro ” A biologia da crença” do Prof. Dr. Bruce Lipton)

Olhar a Medicina sob um novo viés é mais que necessário …é imprescindivel e tarefa inadiável.

 

Abaixo listo cinco livros importantes e necessários para uma revisão de conceitos (para médicos e leigos) na área da Saúde. Após os títulos, descrições resumidas, apresentações transcritas dos próprios livros, que seguem entre aspas.

 

Medicina Ecológica– descubra como cuidar da sua saúde sem sacrificar o planeta” Dr. Alex Botsaris

“Entre as patologias, que podem ter o ambiente como um fator desencadeante, estão: câncer, ansiedade, depressão, infertilidade, dores na coluna, problemas neurovegetativos e no fígado. A medicina ecológica preconiza que, ao invés de agredir a natureza e o organismo, deve-se lançar mão de técnicas alternativas e de conhecimentos milenares para o cuidado da saúde”.

“Ele nos leva além do entendimento da medicina e da ecologia, e de como o ambiente e a saúde estão interligados. É uma aula de bom senso num mundo que se deixa levar por novidades revolucionárias que duram três dias e por medicamentos que são baseados em moléculas cada vez mais sofisticadas e perigosas (…). E, acima de tudo, mostra que a modernidade que buscamos não está na transformação, mas na conservação da natureza “, Sônia Bridi, jornalista”.

 

A revolução da Medicina” Dr. Paulo Maciel

“Um livro polêmico que questiona a Resolução nº 1.499 do Conselho Federal de Medicina, que resolveu “proibir aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica”, por considerá-las “à margem do conhecimento científico aceito pela comunidade acadêmica”, além de colocarem em risco “à saúde das pessoas submetidas a procedimentos destituídos de embasamento científico”.

“…E é neste momento de grave crise social de valores que a Medicina Alopática necessita ser repensada, onde a indústria farmacêutica lucra 300 bilhões de dólares por ano em todo o mundo, e mata anualmente, pelos seus efeitos colaterais…

 

“Ecologia Celular” Dr. Carlos Braghini -O papel da alimentação e do meio ambiente no envelhecimento e na longevidade.

“No final do século XIX, estudiosos da embriologia sugeriram a possibilidade de que as próprias células dos tecidos se comportavam como organismos lutando por sobrevivência em um microambiente.
A idéia de Ecologia Celular propõe que o desenvolvimento celular é influenciado pelo meio (ecológica) em oposição aos defensores do desenvolvimento construtivista (determinado pelos genes).”

 

 

Medicina Integrativa– a cura pelo equilibrio” Dr. Paulo de Tarso Lima

“Medicina Integrativa – abordagem que se pauta pela união dos avanços científicos com as terapias e práticas complementares cujas evidencias cientificas comprovem sua segurança e eficácia. Partindo da historia de vida do paciente, de seus hábitos e da análise meticulosa de sua saúde, o médico que adota a abordagem integrativa propõe o plano mais adequado – sempre tomando por base uma visão ampla de saúde e cura”.

 

O Elo perdido da Medicina – o afastamento da noção de Vida e Natureza” do Dr. Eduardo Almeida e Luis Peazê.

“O livro poderia ser resumido no primeiro mandamento de Hipocrates…”primeiro não lesar”. Só isso, contudo, ainda que espetacularmente necessário não tem sido suficiente. A terapêutica, a cura e o próprio relacionamento médico-paciente-arcabouço do sistema de saúde (publica e privada) estãotão longe do ideal quanto mais longe estiverem desse princípio básico”.

“Para o leigo, porque sofre da tendencia de entregar ao médico toda a responsabilidade (e poder) pela cura de sua enfermidade ou mal-estar. Para o médico, porque tende a ceder à medicina oficializada pelo sistema, pelo estado, pelas engrenagens mais duras da sociedade globalizada e da indústria do “farma poder” dependentes do capital”

 

“Manual de sobrevivência do Ser Humano” Dr. Sergio Augusto Teixeira

“…aceitar o desafio de mudar o que está errado. Esta é a proposta do Dr. Sergio Teixeira,que apresenta neste livro o panorama mais amplo da Medicina Ambiental já produzido em nosso país,ensinando-nos a conhecer as doenças e suas causas e ajudando cada um de nós a se situar em harmonia com a natureza mesmo habitando as cidades grandes”

“…nos leva a conhecer as doenças com que nos defrontamos todos os dias para sabermos o que são, como evitá-las e como lidar com elas sem medo”.

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Sobre médicos e Medicina

 

 

“Ser Médico & Ser Humano” Dr. Décio Iandoli Jr. Ed FE Editora Jornalística  SP, 2009

 

Um livro pequeno,111 paginas, de leitura fácil,que fala da difícil arte de se relacionar com o individuo doente e sua família. É dessa relação que surgem as possibilidades terapêuticas, o conforto e a qualidade de vida possível, caso a caso. Muito feliz, transparente e de muita sensibilidade, a narrativa do autor nos coloca frente a frente com o médico como sujeito de uma relação que, estabelecida com base na humanidade e capacidade de doação do profissional de saúde, além da necessária competência, claro, cumprirá o ideal médico, integralmente: confortar e aliviar o sofrimento de quem já não pode ser curado; cuidar do doente e reverter a doença tratável, mas acima de tudo, ensinar e ajudar o individuo a se manter saudável!

 

Trechos do livro:

“…relação médico-paciente… uma relação humana extremamente importante, geralmente intensa e muitas vezes conflituosa – pois se estabelece em momentos de crise, nos moldes de relações comerciais destituídas de uma característica fundamental,ou seja, o amor ao próximo,a confiança, o respeito mútuo e principalmente a priorização da vida e da saúde, que não são, absolutamente, mercadorias.”

“… parece-me que o lado sobre o qual mais precisa ser meditado é o do médico, já que se modificarmos a sua formação profissional, imprimindo um cunho humanístico e espiritual, determinaremos uma diminuição das distorções que observamos no cotidiano e que evidenciam o despreparo total para enfrentarmos a própria morte e, conseqüentemente, o despreparo par orientar a morte do outro.”

“A relação mercantilista que rege a área da saúde, hoje, promove uma visão distorcida do paciente consumidor, do paciente como fonte de renda ou, ainda, o que é bem pior, do paciente como um “inimigo.”

“… o paciente deveria ver o médico como alguém que pode e quer ajudá-lo, e não como um simples “prestador de serviços.”

“Tanto a onipotência médica quanto a “entrega” por parte do paciente são sentimentos que não devem existir na relação médico-paciente, pois a cura depende do paciente.”

 

Um artigo escrito por outro médico, Dr.Neuci Cunha Gonçalves,sob título “Ética e Bondade no Ato terapêutico”, postado (na íntegra) em http:://www.arzt.com.br/DetalhesArtigos.aspx?cid=9&AID=23 expressa muito bem o desejo da maioria de nós, médicos, de ajudar a fazer uma Medicina de maior qualidade e afinada com o desejo do indivíduo que, já fragilizado pela doença nos procura. Aliviar a sua dor física e emocional e seus medos além de sermos interlocutores eficazes na relação deles com seus familiares nos momentos críticos de suas vidas. Ele, Dr. Neucir fala:

“Cada médico há que fazer uma constante auto-crítica de sua prática terapêutica… e não nos esqueçamos nunca que a premissa maior para que a prática médica seja de boa qualidade é que o ato terapêutico esteja, antes e acima de tudo, alicerçado na ética e na bondade.”

Espero estar contribuindo para resgatar o ideal e a figura do médico ao levar ao conhecimento do público leigo o pensamento (endossado pela prática) de alguns profissionais brasileiros que vivem a Medicina que todos gostaríamos de ver difundida. Aquela que aproxima o médico do doente, irmãos em humanidade, unidos na dor e no medo, caminhando juntos, lado a lado, no enfrentamento de suas mazelas.

Como eles, autores conhecidos de alguns, existem milhares de outros médicos, anonimos em sua virtude no exercicio dessa Medicina possível. Que eles possam se sentir gratificados e plenos,sempre e que continuem a enaltecer essa que é uma das mais antigas profissões. E seguramente uma das que dão ao individuo que nela labuta a oportunidade de sentir intimamente a alegria da doação ao outro.

Poder ver a recuperação de um enfermo e a gratidão expressa no seu olhar, na sua atitude, não tem preço. Assim como o amor de mãe é incondicional, a valorização da vida e do bem estar do individuo doente é paixão incondicinal do médico que ama o que faz.