Mantendo a saúde

Você nasceu saudável, não é portador de nenhuma anomalia genética,tem tudo para ter muita saúde por um longo tempo! Viver já é uma experiencia e tanto,dirá voce!  Mais ainda tentar não adoecer no mundo de hoje,não é?

Não é bem assim…

Viver sem saúde é bem mais difícil, com certeza. Mas o que precisa ser discutido é como fazer para ter saúde. Não temos um manual à nossa disposição. Será que não? Nas escolas se discute sexo, existe consenso em relação à necessidade de educação para o sexo fora do ambiente familiar. A função de alerta em relação à procriação não consciente e às doenças sexualmente transmissíveis, foi assumida pelo poder público para minimizar os danos que viriam, com a evolução natural para o caos na saúde, acelerada pela pandemia da Aids (Sida).

Hoje vemos crescer a prevalência de doenças ligadas à opção equivocada que fizemos pelo fast-food e pelo sedentarismo conseqüente ao ritmo desenfreado da era pós-industrial. Não podemos “perder tempo”. Vivemos uma era “acelerada” em que tudo nos é facilitado. Dos shakes e sanduiches que substituem a refeição aos carros, controles remotos e facilidades eletrônicas. As anunciadas epidemias de obesidade, câncer e diabetes tipo 2 sobrecarregam cada vez mais as unidades de saúde ( públicas e privadas ). Tornamo-nos cada vez mais, doentes crônicos, reféns de nós mesmos.

Mas você sabe que depende somente de nós a iniciativa de mudar este cenário?

A mesma estratégia em relação às doenças sexualmente transmissíveis deveria ser usada para ensinar a ser saudável. Em alguns países, faz parte da grade curricular a matéria “economia doméstica”, preparando o jovem para a vida adulta. Assim deveria ser com a orientação para a saúde, que deveria estar presente desde a infância. Em todas as fases do desenvolvimento do indivíduo. Este aprendizado é lento e deve ser contínuo. Não é matéria para um período único.

Até agora o que temos visto são ações voltadas para saúde sim, mas pontuais. Relacionadas às epidemias de gripe e outras doenças infecciosas. É verdade também que campanhas a respeito de hipertensão arterial, diabetes e glaucoma, volta e meia estão na mídia, mas a forma de apresentar a doença ao individuo não é a ideal. Falam em prevenção quando se referem, na verdade, à detecção precoce da doença. Não é apenas esse aspecto que precisa ser divulgado.

O que nos mata mais e nos tira a dignidade no envelhecimento são as doenças crônicas degenerativas. E essas, quando chegam a ser diagnosticadas são tratadas pelo resto da vida. A prevenção real é fazer o leigo entender o que leva o organismo a desenvolver essas doenças crônicas. E ele se sentir motivado a evitá-las.

A conscientização para a senilidade responsável e de qualidade, não move um mundo voltado para a beleza, juventude e o prazer acima de tudo, aqui e agora!

Sem falar na falta de interesse em promover a prevenção. A demanda cada vez maior pelos serviços e produtos relacionados à assistência médica e à industria farmacêutica é um indicador de que o cuidado em relação à saúde tem sido avaliado de forma equivocada. No aspecto econômico-financeiro, o tratamento da doença é mais interessante do que a promoção da saúde.

Será que temos consciência disso?

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Médico, um consultor de saúde

Informar para conscientizar!

O médico pode e deve ser um consultor de saúde. É através dele, de seu conhecimento e da sua experiência que somos beneficiados pelas varias terapêuticas disponíveis. Porém saúde não é apenas a ausência da doença. Devemos ser capazes de ser agentes do nosso próprio bem-estar, conhecedores de nosso corpo e de seu funcionamento, uma vez que é através dele que “vemos e vivemos” a vida ao nosso redor. Cabe ao médico o papel de diagnosticar a doença e tratar, da melhor maneira possível, cada situação de ausência de saúde que se abata sobre nós, indivíduos.

Mas podemos (e devemos) nos inteirar de como auxiliar o corpo a manter o equilíbrio interno e evitar a doença, não para prescindirmos do médico, uma vez que pela nossa própria essência mortal isso é inevitável, mas para que possamos prolongar nosso bem-estar ao máximo, mantendo a qualidade de vida que sabemos ser possível ter. E para isto, não basta o cuidado médico, pontual, por melhor que seja, a cada vez que adoecemos. Cada um de nós deve retomar para si a responsabilidade de se manter saudável.

Surgiu então a necessidade de passar adiante parte do conhecimento possível de ser compreendido pelo leigo. No caso deste blog, isto é feito para auxiliá-lo na compreensão do conceito de saúde em geral. Com isso, pretendo conscientizar o leitor a respeito da necessidade de investir na parceria médico-paciente e na observação de cuidados essenciais para garantir uma excelente capacidade visual a longo prazo. O conteúdo aqui veiculado é fruto de uma visão pessoal do binômio saúde-doença, apoiado na prática clinica diária, em oftalmologia, há mais de 30 anos.

Atualmente, a facilitação da informação é uma das tarefas do médico. Estou certa de que a educação em saúde é a forma ideal de se contrapor à doença. A prevenção só é eficaz quando paralelamente se promove a saúde através da educação. Informar é educar!

Uma das primeiras providências no sentido de devolvermos ao indivíduo a responsabilidade pela sua saúde passa necessariamente pela informação. Através da educação em saúde. Este é um dos objetivos deste blog: informar para conscientizar.