Minha memoria anda péssima…e aí, o que fazer?

 

A dificuldade em relação à memoria recente é  uma queixa prevalente principalmente no universo feminino. Alguns neurologistas se referem à “sindrome desatencional”,cada vez mais presente no dia a dia. Pouco tempo, muito a fazer,nós nos reconhecemos como indivíduos “multitarefas” …a desatenção aumenta porque você tem que dar conta (ao mesmo tempo) de um sem numero de detalhes diários!

O deficit de atenção (minimo quando é apenas uma característica da pessoa,quando não causa maiores transtornos no dia a dia; ou quando se identifica como “síndrome neuropsiquiátrica e requer tratamento químico ou apenas terapia cognitivo-comportamental) e a ansiedade podem a longo prazo levar à disfunção cognitiva mais preocupante uma vez que o “desgaste” de neurotransmissores cerebrais se dá mais rapidamente nesses casos.

Por isso a preocupação hoje não apenas com o “slow food” em relação à alimentação (para termos uma nutrição mais adequada às nossas necessidades diárias de manutenção da homeostase)…mas também com o “low profile”. Temos que desacelerar. Somente assim poderemos garantir qualidade no envelhecimento (do corpo e do cérebro).

Outra estrategia fundamental para o físico (eliminando as epidemias de obesidade e diabetes mellitus) e para a mente (lentificando o deficit cognitivo e recuperando a memoria recente) é a atividade física diária (exercicio aerobico -caminhada “rápida” ou “jogging” 4 a 5 vezes na semana). Outra é a alimentação funcional: a curcuma (açafrão) é um potente anti-inflamatório natural e tem sido citado com frequência em estudos sobre perda de memoria (estrategia que vem sendo estimulada em casos de declínio cognitivo leve como o do Alzheimer inicial).Poderíamos passar a fazer molhos para salada com açafrão e não comemos pelos menos durante a semana o arroz “amarelo” -no final de semana poderíamos nos dar o luxo de comida mais atraente para o paladar brasileiro. Que tal a sugestão?

Molho diário (básico) para salada: azeite extra-virgem, meio limão (ou vinagre para quem gosta mais e pode usá-lo),cúrcuma, pimenta preta (para potencializar a absorção da cúrcuma), e ingredientes opcionais e a gosto como: coentro,noz moscada,cominho,tomilho,salsa (outro excelente nutriente, que contém o mais eficiente antioxidante para o olho e para o organismo como um todo,que é o glutation!)

Até hoje não são conhecidos efeitos colaterais no uso alimentar da cúrcuma (não falo do uso de capsulas de cúrcuma  tão em moda (e por isso tão caras!),que contem doses bastante elevadas da substancia curcumina…com possíveis efeitos colaterais na multiplicação celular (câncer).

Tudo na natureza está em equilíbrio (ou deveria …antes do homem modificar).

A nutrição funcional (uso de alimentos contendo substancia presentes naturalmente na natureza) nos permite melhorar o que deve ser melhorado (uma vez que as necessidades mudam de tempos em tempos pela forma diferente de viver a vida), sem necessariamente causar danos mais tarde. Equilíbrio, homeostase é o que devemos buscar.

A Hipócrates é atribuída a frase: “deixa que o alimento seja o seu remédio”

 

 

Encontrei um site, entre vários, que fala “en passant” sobre a dificuldade diária de todos nós neste século

 

Oficina da memória

“Atualmente a rotina diária das pessoas costuma ser bem agitada. Fazemos tudo correndo: estudo, vestibular, trabalho, casa, filhos, academia…ate as crianças tem muitos compromissos! Com tanta correria nossa saúde mental fica de lado e passamos a cometer alguns esquecimentos e confusões que pioram nosso rendimento em geral, na escola, no trabalho ou na nossa vida pessoal.

Para isso o CAEPE criou a oficina Memória Viva. Nas sessões serão realizadas atividades diversas e dinâmicas que estimulam a atenção, concentração, percepção, memória, expressão verbal, raciocínio lógico, estimulação visual e espacial, proporcionando uma melhora acentuada nas capacidades de cada indivíduo”.

O site “gogglado” foi:

 

http://www.caepe.com​.br/servico/cursos-e​-oficinas#oficina

 

Mas existem várias oficinas de memória (pagas e gratuitas) para incentivar a criação de técnicas de “treinamento da memoria” .

Hoje não percebemos a necessidade delas (ah! basta colocar avisos na geladeira, anotar no “tablet”,cronometrar atividades…etc).

 

Mas se fizermos apenas isso, a longo prazo não iremos mudar muita coisa.

É como a capsula ou droga na alopatia. Na emergência ou no adoecimento ela funciona bem. Pode salvar vidas.Mas não tem diminuído a prevalência das doenças cronicas degenerativas, uma vez que não trata a causa do sintoma e sim o sintoma pontual.

 

Vamos pensar nisso!

 

Vamos pensar em promoção de saúde e em prevenção.

A Medicina eficaz a longo prazo é a Medicina da saúde e não a Medicina da Doença.

 

Anúncios

Saúde: o que mudou em 20 anos?

Cuidados primários de saúde e o PSF (programa de saúde da familia):

No Brasil, a  imperativa necessidade de mudança na forma de ver a saúde e administrar a doença é reconhecida e discutida em todas as esferas há pelo menos 20 anos.

Algumas iniciativas já foram tomadas.

O Programa de Saúde do Adulto foi criado com o objetivo de “… formular e implementar políticas de saúde direcionadas à assistência integral à saúde do adulto, segundo diretrizes do Ministério da Saúde para a área, contribuindo para aumento na expectativa e qualidade de vida da população no Distrito Federal”.

Este programa pretende “prestar assistência à saúde do adulto focando nos programas de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, dentro de um conceito de integralidade, mudando o foco de atenção na doença para atenção global de saúde, permitindo identificar os principais problemas que a afetam. Conheça o programa na íntegra em:  http://www.saude.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=6838

Ações como esta estão sendo implementadas, sim.

Mas em ritmo, dimensão e formato que não terão o impacto necessário para efetivamente conseguir mudar o cenário da saúde a médio prazo. E sendo assim, incapazes de desacelerar algumas das epidemias deste século, em termos de doenças degenerativas.

Em 1978 a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF promoveram a Conferencia sobre cuidados Primários de Saúde que ficou conhecida como Conferencia de Alma-Ata, local em que foi realizada. Aprovada uma proposta de atenção primária em saúde, com enfoque prioritário em promoção e prevenção da saúde. A meta era atender a todos os membros ou segmentos da sociedade até o ano de 2000. Na ocasião, a OMS reafirmou que “a saúde não é apenas a ausência de doença e sim um completo bem-estar físico, mental e social”.

No Brasil, em 1988, a Nova Constituição Brasileira declarou que “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. Nesta ocasião foi garantido a todo cidadão, por lei, o acesso às ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde.

Em 1994 o Programa Saúde da Familia (PSF) foi criado com o objetivo de implementar o processo de mudança do paradigma que orientava o modelo de atenção à saúde da época. Alicerçado pelo comprometimento com um novo modelo que valorizava ações de promoção e proteção da saúde, prevenção das doenças e atenção integral às pessoas. Esperava-se que ele superasse o anterior, que se baseava na supervalorização das práticas da assistência curativa, especializada e hospitalar e que induzia ao excesso de procedimentos tecnológicos e medicamentosos. Era um “novo modo de fazer saúde”.

Segundo o próprio Ministério da Saúde, eram tarefas do médico do PSF: realizar assistência integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias, em todas as fases do desenvolvimento humano: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade.

Em 2005 numa avaliação publicada na Revista Latino-americana de Enfermagem, Rosa WAG e Labate RC  sugeriam que onze anos depois de implantado,o PSF “…não é muito diferente do modelo atual que infere que consultas e exames são equivalentes a soluções para os problemas de saúde”. Rosa WAG, Labate RC. “Programa Saúde da Família: a construção de um novo modelo de assistência”.Rev Latino-am Enfermagem 2005 novembro-dezembro 13(6):1027-34

Leia na integra, no link:   http://www.scielo.br/pdf/rlae/v13n6/v13n6a16.pdf

Avaliando a saúde segundo parâmetros aferidos no dia a dia do consultório médico na clínica privada, ainda hoje muito pouco mudou desde 1994, quase dezessete anos depois do “novo modo de (pensar e) fazer saúde”.

É chegado o momento de nos mobilizarmos. O inconsciente coletivo aponta outra direção para a saúde. A necessidade de mudança de foco no tratar da saúde hoje é cobrada pelo próprio paciente!  A Medicina ortodoxa, numa atitude pouco inteligente, para não dizer arrogante, não se permitiu complementarizar.  Não admitiu agregar valores conhecidos há muito tempo, em nome da tão falada medicina baseada em evidências. Cometeu aí um grande êrro!

Deixou passar, ao largo, a oportunidade de se agigantar, agregando todo conhecimento disponível e enriquecendo o arsenal de opções a oferecer para a retomada da saúde. Hoje existem várias medicinas, polarizadas sob as formas de Medicina ortodoxa e Medicina Alternativa ou Complementar ou Integral (prefiro essa terminologia).

Mantendo a saúde

Você nasceu saudável, não é portador de nenhuma anomalia genética,tem tudo para ter muita saúde por um longo tempo! Viver já é uma experiencia e tanto,dirá voce!  Mais ainda tentar não adoecer no mundo de hoje,não é?

Não é bem assim…

Viver sem saúde é bem mais difícil, com certeza. Mas o que precisa ser discutido é como fazer para ter saúde. Não temos um manual à nossa disposição. Será que não? Nas escolas se discute sexo, existe consenso em relação à necessidade de educação para o sexo fora do ambiente familiar. A função de alerta em relação à procriação não consciente e às doenças sexualmente transmissíveis, foi assumida pelo poder público para minimizar os danos que viriam, com a evolução natural para o caos na saúde, acelerada pela pandemia da Aids (Sida).

Hoje vemos crescer a prevalência de doenças ligadas à opção equivocada que fizemos pelo fast-food e pelo sedentarismo conseqüente ao ritmo desenfreado da era pós-industrial. Não podemos “perder tempo”. Vivemos uma era “acelerada” em que tudo nos é facilitado. Dos shakes e sanduiches que substituem a refeição aos carros, controles remotos e facilidades eletrônicas. As anunciadas epidemias de obesidade, câncer e diabetes tipo 2 sobrecarregam cada vez mais as unidades de saúde ( públicas e privadas ). Tornamo-nos cada vez mais, doentes crônicos, reféns de nós mesmos.

Mas você sabe que depende somente de nós a iniciativa de mudar este cenário?

A mesma estratégia em relação às doenças sexualmente transmissíveis deveria ser usada para ensinar a ser saudável. Em alguns países, faz parte da grade curricular a matéria “economia doméstica”, preparando o jovem para a vida adulta. Assim deveria ser com a orientação para a saúde, que deveria estar presente desde a infância. Em todas as fases do desenvolvimento do indivíduo. Este aprendizado é lento e deve ser contínuo. Não é matéria para um período único.

Até agora o que temos visto são ações voltadas para saúde sim, mas pontuais. Relacionadas às epidemias de gripe e outras doenças infecciosas. É verdade também que campanhas a respeito de hipertensão arterial, diabetes e glaucoma, volta e meia estão na mídia, mas a forma de apresentar a doença ao individuo não é a ideal. Falam em prevenção quando se referem, na verdade, à detecção precoce da doença. Não é apenas esse aspecto que precisa ser divulgado.

O que nos mata mais e nos tira a dignidade no envelhecimento são as doenças crônicas degenerativas. E essas, quando chegam a ser diagnosticadas são tratadas pelo resto da vida. A prevenção real é fazer o leigo entender o que leva o organismo a desenvolver essas doenças crônicas. E ele se sentir motivado a evitá-las.

A conscientização para a senilidade responsável e de qualidade, não move um mundo voltado para a beleza, juventude e o prazer acima de tudo, aqui e agora!

Sem falar na falta de interesse em promover a prevenção. A demanda cada vez maior pelos serviços e produtos relacionados à assistência médica e à industria farmacêutica é um indicador de que o cuidado em relação à saúde tem sido avaliado de forma equivocada. No aspecto econômico-financeiro, o tratamento da doença é mais interessante do que a promoção da saúde.

Será que temos consciência disso?

Médico, um consultor de saúde

Informar para conscientizar!

O médico pode e deve ser um consultor de saúde. É através dele, de seu conhecimento e da sua experiência que somos beneficiados pelas varias terapêuticas disponíveis. Porém saúde não é apenas a ausência da doença. Devemos ser capazes de ser agentes do nosso próprio bem-estar, conhecedores de nosso corpo e de seu funcionamento, uma vez que é através dele que “vemos e vivemos” a vida ao nosso redor. Cabe ao médico o papel de diagnosticar a doença e tratar, da melhor maneira possível, cada situação de ausência de saúde que se abata sobre nós, indivíduos.

Mas podemos (e devemos) nos inteirar de como auxiliar o corpo a manter o equilíbrio interno e evitar a doença, não para prescindirmos do médico, uma vez que pela nossa própria essência mortal isso é inevitável, mas para que possamos prolongar nosso bem-estar ao máximo, mantendo a qualidade de vida que sabemos ser possível ter. E para isto, não basta o cuidado médico, pontual, por melhor que seja, a cada vez que adoecemos. Cada um de nós deve retomar para si a responsabilidade de se manter saudável.

Surgiu então a necessidade de passar adiante parte do conhecimento possível de ser compreendido pelo leigo. No caso deste blog, isto é feito para auxiliá-lo na compreensão do conceito de saúde em geral. Com isso, pretendo conscientizar o leitor a respeito da necessidade de investir na parceria médico-paciente e na observação de cuidados essenciais para garantir uma excelente capacidade visual a longo prazo. O conteúdo aqui veiculado é fruto de uma visão pessoal do binômio saúde-doença, apoiado na prática clinica diária, em oftalmologia, há mais de 30 anos.

Atualmente, a facilitação da informação é uma das tarefas do médico. Estou certa de que a educação em saúde é a forma ideal de se contrapor à doença. A prevenção só é eficaz quando paralelamente se promove a saúde através da educação. Informar é educar!

Uma das primeiras providências no sentido de devolvermos ao indivíduo a responsabilidade pela sua saúde passa necessariamente pela informação. Através da educação em saúde. Este é um dos objetivos deste blog: informar para conscientizar.