Sobre a autodisciplina necessária à longevidade com qualidade de vida!

Um texto sobre qualidade de vida, bem estar e autodisciplina que foi escrito em 2006 pelo Dr. ALBERTO MOSA, colega de turma da Faculdade de Medicina da UFRJ.

O tema permanece pertinente e muito atual…

Ele diz:

“Todos somos, em princípio, uma existência em desequilíbrio. Cometemos erros permanentes no decorrer de nossa vida. Não há uma receita de caminho correto ou da falta de erros. Estes devem ser continuamente avaliados e corrigidos. Reflexão é a palavra chave para que se possa cada vez mais melhorar aquilo que se chama de qualidade de vida.

A educação, de nossa individualidade, de nossos sentimentos e o crescimento intelectual é o pilar para a criação da autodisciplina que nos fará superar as adversidades e consequentemente melhorar a qualidade de vida.

O nosso corpo é nossa casa, moramos dentro dele permanentemente!

Daí a necessidade primordial que o mantenhamos conservado para que os objetivos de bem estar possam ser alcançados. O que se vê hoje são as pessoas indo além dos limites do próprio corpo, cometendo excessos alimentares, usando drogas licitas e ilícitas, mantendo horários de trabalho e de vigília além daqueles que se suportam, tudo isso sempre alicerçado em justificativas sem fundamento e sem reflexão, tais como: eu gosto, eu quero, pouco me importa…

E outras semelhantes que só demonstram que o indivíduo, não teve e não tem um crescimento pessoal adequado e consequentemente sofre de uma ausência total de autodisciplina.

Grandes estudos internacionais de observação de doenças e seus tratamentos nos permitem alertar os pacientes para os caminhos de prevenção dos riscos de aparecimento de situações de desgaste físico acentuado, que acabam resultando na instalação de doenças agudas ou crônicas.

Hoje é muito fácil se prevenir doenças como Diabetes, Hipertensão Arterial, Insuficiência Cardíaca, Insuficiência Renal, Artroses e Degenerações de Coluna. E mais tantas outras doenças, além é claro, de existirem exames para detecção precoce de vários tipos de cânceres e mais do que tudo, as noções de segurança na prevenção de acidentes no trabalho e no dia a dia.

Apesar de tudo isto, as pessoas continuam na sua grande maioria, cuidando apenas das consequências de sua falta de cuidado com o corpo e a saúde.

Os médicos não podem cuidar de ninguém a não ser deles próprios, o que eles podem é ensinar e orientar os outros indivíduos, porém o tratamento é sempre uma decisão pessoal, resultado do crescimento interno e da autodisciplina de cada um”.

Foi um grande prazer ler seu texto.

Comentei com ele ter gostado do que ele pensa a respeito de qualidade de vida e a observação sobre a falsa relação entre “gozar de boa saúde”, ter saúde plena e equilíbrio pessoal. Mais ainda quando diz que somos “existências em desequilíbrio”. Esta é a expressão que melhor nos define como pessoas.

Todas verdades muito bem escritas.

Mas, o que nós médicos podemos fazer em relação aos que não têm autodisciplina para manter os cuidados necessários?

Um filho rebelde…deixamos de alertar sempre que possível a respeito dos maus hábitos ou ainda,deixamos de cuidar dele quando ele volta doente ou necessitado do nosso conforto?

Mas é doloroso pensar que poderíamos ter evitado este desfecho!

A pergunta é: existe alguma estrategia mais eficaz para tentarmos ajudar indivíduos a adoecerem menos, APESAR do seu pouco comprometimento consigo mesmos?

A FIRJAN deu o primeiro passo em relação a essa questão: deu treinamento a alguns médicos do seu quadro de funcionários e vai adotar  ferramentas de“coaching” na educação e promoção de saúde de seus associados. Está contratando psicólogos, nutricionistas e educadores físicos.

Vamos ver o que acontece.

Tomara que possamos multiplicar esses resultados e melhorar a qualidade de vida e o bem estar dos que nos procuram e da população em geral cada vez mais.

Rumo à longevidade saudável para todos!

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Médico, um consultor de saúde

Informar para conscientizar!

O médico pode e deve ser um consultor de saúde. É através dele, de seu conhecimento e da sua experiência que somos beneficiados pelas varias terapêuticas disponíveis. Porém saúde não é apenas a ausência da doença. Devemos ser capazes de ser agentes do nosso próprio bem-estar, conhecedores de nosso corpo e de seu funcionamento, uma vez que é através dele que “vemos e vivemos” a vida ao nosso redor. Cabe ao médico o papel de diagnosticar a doença e tratar, da melhor maneira possível, cada situação de ausência de saúde que se abata sobre nós, indivíduos.

Mas podemos (e devemos) nos inteirar de como auxiliar o corpo a manter o equilíbrio interno e evitar a doença, não para prescindirmos do médico, uma vez que pela nossa própria essência mortal isso é inevitável, mas para que possamos prolongar nosso bem-estar ao máximo, mantendo a qualidade de vida que sabemos ser possível ter. E para isto, não basta o cuidado médico, pontual, por melhor que seja, a cada vez que adoecemos. Cada um de nós deve retomar para si a responsabilidade de se manter saudável.

Surgiu então a necessidade de passar adiante parte do conhecimento possível de ser compreendido pelo leigo. No caso deste blog, isto é feito para auxiliá-lo na compreensão do conceito de saúde em geral. Com isso, pretendo conscientizar o leitor a respeito da necessidade de investir na parceria médico-paciente e na observação de cuidados essenciais para garantir uma excelente capacidade visual a longo prazo. O conteúdo aqui veiculado é fruto de uma visão pessoal do binômio saúde-doença, apoiado na prática clinica diária, em oftalmologia, há mais de 30 anos.

Atualmente, a facilitação da informação é uma das tarefas do médico. Estou certa de que a educação em saúde é a forma ideal de se contrapor à doença. A prevenção só é eficaz quando paralelamente se promove a saúde através da educação. Informar é educar!

Uma das primeiras providências no sentido de devolvermos ao indivíduo a responsabilidade pela sua saúde passa necessariamente pela informação. Através da educação em saúde. Este é um dos objetivos deste blog: informar para conscientizar.